25 de nov de 2014

Despertar


O mundo que almejamos começa a partir do nosso despertar.  Às vezes é necessário desacelerar, ir com calma e respirar fundo. A vida está passando depressa, precisamos saber acompanhar o fluxo para não nos perdermos.
Creio piamente que a vida foi feita para dar certo, apesar dos percalços, apesar da dor que é causada, ela é uma dádiva, e todas as batalhas estão aí para tornar nossa história mais gloriosa.
Sei que tenho sonhos que não cabem em mim, por isso divido com as estrelas, e cada vez que vislumbro o céu estrelado lembro-me dos incontáveis sonhos que só a elas segredei. A magia do mundo volta e inebria, a certeza que tudo vai dar certo me enche o peito, fico leve, feliz! Acredito que essa fé no bem, fé no esforço e fé nas pessoas é a energia que move o mundo.
Gosto de olhar para vida como uma chance. Gosto de sentir a energia da vida em mim, gosto quando me misturo a ela e nos tornamos uma, e assim, sentindo, purificando e eliminando a negatividade é que a lucidez vem e o amor pelos seres permanece...

Karlinha Ferreira

20 de nov de 2014

Metamorfose


Aos poucos vou me conhecendo, é incrível como mudamos de hora em hora, como os pensamentos fluem numa rapidez digna de cinema. Talvez a vida seja fascinante por isso, por nos permitir mudar sempre, incontáveis vezes.
Ser que pensa, que se questiona, vive uma mutação diária. Sempre tentando evoluir, sempre buscando ser mais justo, sempre tentando trazer mais humanidade aos homens e sensibilidade aos corações. Porque mesmo que a mudança e a amplitude da mente alcance só a um homem, o mundo já ganhou muito com isso.
Bom mesmo é manter o peito aberto para as mudanças, conhecendo o novo, conhecendo o mundo, cedo ou tarde acabaremos por conhecer a nós mesmos. Essa busca incessante nos torna inquietos, inconformados e faz com que aprendamos a encontrar a felicidade nos pequenos gestos.
Gastamos tanto tempo com mesquinhez. Não há vantagem alguma nisso, não traz benefício. A vida está correndo e não quero ser uma espectadora quero ser “uma metamorfose ambulante”.
Mudando e mudando, sigo no caminhar, a vida é um sopro e quero marcar meu período aqui como alguém que soube valorizar as coisas certas, os bons sentimentos e a adrenalina de quem tem consciência de que nenhum momento volta...

Karlinha Ferreira

17 de nov de 2014

Virando gente grande


Momentos difíceis existem porque  são cruciais para a construção do nosso ser. Com algumas coisas teremos que nos acostumar, com outras, aceitar. Verdade é que estamos sempre em processo de crescimento e crescer, às vezes dói. Não encaro isso como algo ruim. Acredito que é necessário conhecer a dor, sentir essa mudança rasgando a alma, para ser um ser humano melhor.
Rilke certa vez disse: apenas preste atenção no que surge a partir de dentro e eleve-o acima de tudo o que percebe em torno. Se um acontecimento mais íntimo é digno de todo seu amor, é nesse acontecimento que deve trabalhar de algum modo...
É necessário se conhecer, plantar e penso que é nisso que devemos nos empenhar. Às vezes o fracasso quer nos abater, mas a melhor parte do fracasso, é que se olharmos para ele do modo certo, ficaremos mais fortes para as lutas vindouras, o segredo é se erguer sempre, sentir a pancada, chorar o que tiver de chorar e começar do zero. O que é pra ser tem muita força. Nisso eu acredito! E é a isso que me apego!
“Que os bons ventos nos cerquem...”

Karlinha Ferreira

Madrugada


Sinto-me muito bem durante a madrugada, mesmo insone, mesmo sem ninguém para bater papo. Sinto-me inebriada. Aqui estou com um incenso aceso, ouvindo o galo problemático do vizinho cantar (acho inclusive que irá ficar rouco, pois são 2:50h da manhã e ele não para de cantar), e sentindo a mente vaguear por tantos lugares quanto minha imaginação permita.
Aprendi que solidão é estado de espírito e que é bom gostarmos da nossa própria companhia. Vejamos, não há ninguém no mundo que se sinta tão bem fazendo as coisas que acho interessante do que eu.
Gosto de ter um tempo pra mim, e é isso que a madrugada me propicia. Com o silêncio na cidade posso pensar direito, posso escrever, chorar, sonhar... Me arrepender, um arrependimento sincero de tudo aquilo que fiz ou que deixei de fazer, na noite, posso ler Bukowski, tomando uma dose de whisky e ouvindo Dylan ao fundo. Isso pra mim é a pura descrição de um momento feliz.
A madrugada é discreta, ouve sem questionar, assiste ao desespero sem se assustar, e ainda assim sorrir com ternura usando suas estrelas. Sou noturna, e gosto de ser assim, às vezes essas noites insones me rendem momentos ímpares.
À noite posso ser apenas eu, sem rótulos, só a essência, só aquela garota que vive numa busca incessante, que quer sempre mais, que carrega no peito uma inquietude. Sou apenas eu mesma, assim sem subterfúgios.


Karlinha Ferreira

12 de nov de 2014

Cabide


É engraçado como o ser humano tem o hábito de colocar o outro no cabide, antes eu pensava que era uma atitude inerente aos homens, hoje vejo que é inerente ao ser humano. Muitos gostam da devoção que os outros devotam a si, e por que perder isso? Faz bem para o ego. O caso é que o alimento do ego de um é de fato a destruição nesse caso do ego do outro, necessariamente.
Esse é um exemplo de peso desnecessário. Ninguém é insubstituível, e se olharmos de perto sem a visão prejudicada pela paixão, veremos que aquele ser não é o cumulo da perfeição que nossa mente apaixonada havia criado.
Fazer cortes é benéfico, faz bem para a auto estima, para alma e para o mundo. Cortar as pessoas certas (erradas) das nossas vidas talvez seja o maior gesto de amor próprio já efetivado.

Karlinha Ferreira

9 de nov de 2014


O bom da vida é que somos um mistério para nós mesmos. Me flagro sentindo, pensando, agindo de forma que nunca imaginei. Vou de um extremo a outro facilmente.
Confesso que a adrenalina que é causada por essa energia que minha mente abriga serve como combustível para querer sempre mais, interna e externamente, como conhecer o outro ou um lugar bem, se nem gastamos energia tentando nos conhecer?
Aprendi que ter consciência das virtudes e defeitos é primordial, e vou além, ter consciência dos próprios limites. O autoconhecimento faz toda diferença no cotidiano, ficamos preparados para enfrentar o mundo de frente, de peito aberto e aprendendo para quem devemos ou não nos expor, sei que é impossível acertar sempre, mas tentando a gente consegue.
Quanto mais o tempo passa mais tento me decifrar, isso é instigante, por vezes doloroso, principalmente quando descobrimos que a pessoa que desejamos ser está distante daquela que estou sendo, mas o melhor em tudo isso é que a pessoa que quero ser, existe, é real, só preciso batalhar para ser quem eu quero ser e posso ser quem eu quiser, inclusive eu mesma.

Karlinha Ferreira