7 de fev de 2017

08-02-2017


Saudade, ô sentimento pra gerar aperto no coração. É o típico sentimento que escolhe abraçar a gente. Não é um abraço dos melhores, a gente chora, a gente xinga, a gente fica quieto, grita para o mundo... dá cambalhotas, mas ele não some.
Precisa da pessoa certa, do abraço certo, do “você vai conseguir”, vindo da voz certa.
Não tenho problemas em ter saudades, tenho problema em mantê-la, não aguento. A vontade é de correr pros braços de quem a gente quer e dizer: “vai mais não, fica. Mesmo se eu te mandar embora, fica. Sou louca às vezes”. Mas não é o que a gente faz, na maioria das vezes ficamos inertes esperando o tempo curar, e gritando com o tempo para ele ir depressa, porque saudade dói. E dói pra cacete.
Queria usar termos fofinhos, mas não dá, porque saudades a gente quer matar. Como usar um termo suave pra isso?
Penso, penso, mas não encontro, ao menos não quando ela está assim, rasgando por dentro. Só ecoa o “vai não, fica” ou o “volta, eu sou assim, mas fica”.

Karlinha Ferreira