25 de mar de 2014

Clareza


Acordei melhor hoje, com aquele otimismo inerente as pessoas que têm fé e que sabem que os altos e baixos da vida são apenas para nos fortalecer.
Comecei a entender que há coisas que fogem ao meu controle, mas que posso fazer minha parte, e quando a vida julgar me afastar de determinados momentos e situações na vida de quem estimo, é porque o trabalhar está sendo feito apenas com quem deve, e que por mais que a gente ame alguém acabaremos por prejudicar se ajudarmos no momento errado. Há tempo para todas as coisas, tempo de aproximar-se e tempo de afastar-se.
Sei que é difícil ver as pessoas se debatendo, mas ás vezes é necessário que elas passem por isso hoje para que sejam pessoas melhores amanhã. Não podemos ditar a lei da vida, apenas obedecermos.
Aprendi que as verdadeiras amizades são aquelas que se importam conosco mesmo quando a vida não lhes permitem nos ajudar.
Que as melhores energias cheguem até você, que você seja forte, e que sua mente receba a clareza devida para te nortear pelos caminhos de luz, é o que te desejo.


Karlinha Ferreira

12 de mar de 2014

O outro



Noite de brisa fria, noite que acalma a alma e traz paz ao coração.
Gosto de noites assim... Noite que só uma estrela no céu aparece na janela, e ela parece sorrir, parece segredar seus mistérios e as histórias das quais foi testemunha.
Apesar da dor e das preocupações inerentes a quem não recebe notícias, essa noite está renovando minha esperança e dizendo quase que sussurrado que tudo está bem. Que apesar de não ter o controle de tudo, apesar de muitas coisas escorrerem por nossos dedos enquanto as seguramos, o sentimento de que fizemos tudo que poderíamos ter feito, é reconfortante.
Estou aprendendo cada dia mais que as relações são vias de mão dupla. Não dá pra tentar fazer tudo sozinho. E ás vezes penso “mas seria bom se eu pudesse”. Pensamento tolo. Não dá. Ninguém aguentaria. A contrapartida do retorno vem como resposta as nossas ações.
Rilke certa vez escreveu: ...Não acredite que quem procura consolá-lo vive sem esforço, em meio às palavras simples e tranquilas que às vezes lhe faz bem. A vida dele tem muita labuta e muita tristeza e permanece muito atrás dessas coisas. Se fosse de outra maneira, nunca teria encontrado aquelas palavras... (Cartas a um jovem poeta)
É incrível como pensamos pouco em quem nos estende a mão, não é? Ao menos não nos questionamos sobre sua dor, nem sobre seu sofrimento, cada um vive com seus porões, e com o resíduo de seus erros, é tolo pensar que seu problema é o maior só porque é você que está sofrendo, quando há bilhões de pessoas sofrendo demasiadamente, tendo cada uma suas próprias razões.
Todos nós sofremos de um jeito ou de outro. A diferença está  no jeito com o qual lidamos com a dor.

Karlinha Ferreira

7 de mar de 2014

Abrir mão


Ás vezes é complicado virar apenas um expectador da vida de alguém que gostamos, afinal era uma vida, uma energia que se misturava a sua, e é difícil abrir mão disso, mas é necessário que as pessoas lidem com as consequências de suas escolhas. Penso que poucas coisas geram tanto crescimento, como quando você tem que encarar o peso do que fez.
Se podemos entrar numa situação, também somos capazes de sair dela, é preciso apenas querer, as respostas que procuramos estão dentro de nós e não fora. Estão sempre dentro, só é necessário parar um pouco para ouvir.
Abrir mão, deixar de lado, dói, mas o não interferir também é uma prova de amor, o deixar o outro descobrir quem realmente é, errando, caindo, também é amor, pois não podemos colocar as pessoas que amamos numa bolha (embora ás vezes seja esse o nosso desejo), por que cedo ou tarde, elas irão sair, não existe mundo perfeito. E por mais que tentemos evitar que o ser amado sofra, sempre acabará acontecendo, por que isso faz parte da vida, penso que, esse momento talvez seja o que a vida escolheu para gerar crescimento. É um processo, por vezes lento.
Enxergar o sofrimento com clareza não machuca menos, mas justifica de maneira inteligente a necessidade de se ter que passar por tal processo para poder evoluir.

Karlinha Ferreira