26 de jun de 2014

Liberdade


É impressionante como esse clima ameno me faz bem, acalma a alma.
Um dia por vez, aos poucos retomo o controle, o tempo é algo que independe da nossa anuência para acontecer, o tempo está passando, lembro-me do que eu sonhava aos catorze anos, hoje bem mais tarde, alguns desses sonhos persistem.
Sair pelo mundo sem destino certo, com boa companhia, curtindo as surpresas da vida, dias de sorrisos soltos, confissões em lugares neutros, bater asas. Sinto que estou me preparando para o voo, sinto que a brisa toca meu rosto como um convite. Só preciso de mais um pouco de paciência, só é preciso um esforço a mais.
É necessário fechar alguns ciclos é importante viver ao máximo cada fase, sentir cada gosto, cada fragrância e sentir o que tiver de sentir e aí sim, voar sem arrependimentos. Uma conquista por vez, um objetivo após outro, a regra é: enxergar os sinais e obedecer ao fluxo. Lucidez, embora que para muitos pareça loucura. Liberdade, só quem levanta voo sabe.



Karlinha Ferreira

25 de jun de 2014

Tagarelando/Pensando

É preciso evoluir como ser humano, como gente, e para que isso aconteça há uma necessidade de moldar o olhar para a vida, enxergando cada ocasião como uma oportunidade, e a consciência de que nada acontece por acaso. A vida tem um curso próprio, uma ordem, e nós precisamos aprender a nos mover.
Nietzsche escreveu certa vez: quero cada vez mais aprender a ver como belo aquilo que é necessário nas coisas. Amor-fati [amor ao destino]: seja este, doravante, o meu amor! Não quero fazer guerra ao que é feio. Não quero acusar, não quero nem mesmo acusar os acusadores, Que minha única negação seja desviar o olhar! E, tudo somado e em suma: quero ser, algum dia, apenas alguém que diz Sim!
O amor ao destino não é uma renúncia, difere disto, é tomar o controle, é sair da escuridão e conseguir vislumbrar com lucidez cada ponto de evolução, cada forma, cada meio utilizado. E é sentir essa transformação acontecendo, às vezes não é algo imediato, mas quando acontece, podemos enxergar cada fator e isso é mágico.
Ter uma intimidade com nós mesmos, reconhecendo nossas limitações e nossa força. Ter consciência de que como nos encontramos não é nosso limite, não é o máximo que podemos alcançar. Precisamos crescer, e essa necessidade tem pressa!
Karlinha Ferreira