2 de abr de 2017

02-04-2017


Às vezes alguns fantasmas querem me assombrar, mas sinceramente, não posso passar a vida remoendo e me maltratando pela pessoa que fui no passado, esta já nem existe, só alguns resquícios que estou eliminando junto com a dor.
Estou bem mais preocupada com o ser humano que me tornei, que a bem da verdade estou me tornando, sempre modificando, sempre procurando evoluir, e é nessa pessoa que tenho que me concentrar.
Sei que se perdoar é mais difícil do que ser perdoado por alguém, sei que a cobrança, que a raiva por ter sido estúpida, cruel, covarde e egoísta em muitos momentos sufoca, quando temos a visão do todo, que por sinal demora pra caralho pra chegar.
Esses dias tenho tido pensamentos, e uma energia boa me alcançou e é como se essa energia disse “calma, para, já deu”. Sei que ninguém é perfeito, mas o caminho para ser melhor, que ontem, que anos atrás. Precisa ser iniciado hoje. Não é que eu já tenha me perdoado por completo, tudo é um processo, posso dizer que o meu começou. Se quero ser “A” pessoa para outras pessoas, preciso primeiro ser pra mim. E vou ser.
A vida é uma eterna montanha-russa, e eu sou aquela que hoje tenta mesmo com as curvas inesperadas, e de cabeça pra baixo, sem chão... Recomeçar.

Karlinha Ferreira

28 de mar de 2017

28-03-2017

(Fotografia: Karlinha Ferreira)
Há um momento na vida que apesar do caos que me circunda, algo parece surgir para clarear a minha mente. Para nos entregar um pouco de esperança e podermos continuar.
É difícil quando nossos sonhos aparentam ter se perdido, dói quando a direção nos é tomada, a falta de foco, falta de força faz com que queiramos desistir, que tudo acabe depressa, e que a vida seja breve.
O bom de ser acertada por uma luz é que tudo que gostaríamos que acabasse, agora queremos que se multiplique e que no final saiamos vencedores. Todos os dia uma batalha surge, a inércia, a angustia, a ansiedade, o medo do fracasso, o medo de decepcionarmos a nós mesmos. São batalhas que devem ser travadas uma por vez, entendi que não adianta querer abarcar o mundo e querer realizar tudo de uma única vez.
Um dia por vez, uma vitória por vez, e no ritmo certo eu creio com todas as minhas forças que chegaremos lá. Eu não vim até aqui para desistir aos 44 minutos do segundo tempo.
Sempre em frente, mesmo que devagar e aos poucos, até aprendermos a correr e alçar o voo.
Aqueles que tem o espírito livre sabe o quanto é surreal está nas alturas, e é para lá que quero voltar, voltar a voar, voltar a ser feliz.
Com compaixão, fé e força se chega aonde se quer, ou ao lugar que pertencemos de verdade. E é isso que tem me dado a instiga que preciso. As respostas chegarão na hora que a energia que rege o universo julgar que estamos preparados.

“Sempre em frente, não temos tempo a perder”

Karlinha Ferreira

7 de fev de 2017

08-02-2017


Saudade, ô sentimento pra gerar aperto no coração. É o típico sentimento que escolhe abraçar a gente. Não é um abraço dos melhores, a gente chora, a gente xinga, a gente fica quieto, grita para o mundo... dá cambalhotas, mas ele não some.
Precisa da pessoa certa, do abraço certo, do “você vai conseguir”, vindo da voz certa.
Não tenho problemas em ter saudades, tenho problema em mantê-la, não aguento. A vontade é de correr pros braços de quem a gente quer e dizer: “vai mais não, fica. Mesmo se eu te mandar embora, fica. Sou louca às vezes”. Mas não é o que a gente faz, na maioria das vezes ficamos inertes esperando o tempo curar, e gritando com o tempo para ele ir depressa, porque saudade dói. E dói pra cacete.
Queria usar termos fofinhos, mas não dá, porque saudades a gente quer matar. Como usar um termo suave pra isso?
Penso, penso, mas não encontro, ao menos não quando ela está assim, rasgando por dentro. Só ecoa o “vai não, fica” ou o “volta, eu sou assim, mas fica”.

Karlinha Ferreira

12 de jan de 2017

11-01-2016


Você aparece como tempestade de verão. Sem aviso, devastador. Você não é daquelas tempestades agradáveis que muitas cidades esperam. Parece mais um furação desestabilizando os que estão a sua volta e que se fosse em circunstâncias diversas se alegrariam com seu surgimento.
Você parou de ser alegria no momento que seu ato foi de traição, traição dos seus. Como confiar em alguém que trai seu próprio povo? Como se alegrar com alguém que sequer lembra que os seus existe?
Alguém muito sábio me disse cada decisão que tomamos são muitas outras que deixamos de tomar. Não há como você chegar e querer festa se sempre que passa deixa tristeza e decepção.
Assim é você, egoísta, desconfiado e traidor. E assim se tornaram os seus em relação a você, indiferentes.
Festa se faz quando reunimos os que consideramos e por quem somos considerados, não há festa com você.

Karlinha Ferreira