20 de set de 2016

18-09-2016

Às vezes quando estamos muito machucados, não queremos ferir ninguém, não queremos nada, exceto a cura. Que a dor passe depressa para que possamos seguir. É difícil quando esperamos mais de alguém. Mas ao mesmo tempo precisamos entender que as pessoas são só pessoas, e que em alguns casos nem elas mesmas sabem o dano que estão causando.
É por isso que se curar, aprender e seguir o fluxo da vida é o melhor. Por melhores que sejam as pessoas, elas sempre irão nos decepcionar, cedo ou tarde. Mas o que acontece quando nos desarmamos e esperamos o inverso, esperamos que elas nos surpreendam, mas não acontece?
São apenas pessoas, pessoas que acertam e que erram como qualquer uma, mas confesso que é péssimo quando esperamos mais de alguém.

Karlinha Ferreira

11 de set de 2016

09-09-2016

(foto: Karlinha Ferreira)
Quando não se sabe para onde ir o melhor é recuar, voltar ao ponto em que se iniciou para que a clareza seja atingida.
Não é fraqueza admitir que não se sabe o que fazer, principalmente quando a decisão que tomamos irá refletir no resto de nossas vidas.
Sempre Falo que precisamos aprender a lidar com o resíduo de nossas escolhas. Por isso é preciso saber exatamente que direção tomar, certa vez li que quando se sabe onde se quer chegar qualquer caminho nos leva até lá. Caminho. Direção. Acredito que é isso que precisamos descobrir.
Quando dou um passo para trás é apenas para pegar impulso para um salto, um voo ainda maior.
Serei o que quero ser, encontrarei a melhor versão de mim e me agarrarei a ela com toda força do meu ser. Quanto aos resultados... esses serão apenas resposta para todo esse turbilhão que quer me sucumbir nesse momento, mas mostrará a firmeza e a força de quem soube recuar e esperar o momento certo para concretização dos sonhos. Não será agora, mas continuo acreditando que sonhos se realizam todos os dias. O meu se concretizará no momento estipulado pela energia que rege o universo. Se não hoje, com certeza amanhã ou depois.
Essa desesperança que às vezes abate se tornará um combustível para o sonho que almejo todos os dias incessantemente.
Persisto, mesmo que tudo em mim grite por desistência. Persisto!

                                                                                                                                     Karlinha Ferreira


6 de set de 2016

06-09-2016

(Foto: Karlinha Ferreira)

Descubra o que você quer ser e lute por isso. Não importa quanto tempo dure ou as renúncias que você terá que fazer o mais importante é não nos perder. É claro que isso acontecerá vez por outra, mas se soubermos quem somos sempre conseguiremos encontrar o caminho de volta.
Sou uma otimista implacável, gosto de pensar que sempre podemos ser melhores, que aqueles sonhos que muitos dizem ser impossível é atingível sim, desde que não desistamos.
A grandeza que procuramos lá fora, está dentro de nós e temos a força e a aptidão para chegarmos onde queremos, basta decidir buscar, buscar incansavelmente, não importa nada que está fora, não importa o que dizem a conquista é sua.
Desistir não foi feito para os grandes, e por menores que nos sintamos, somos gigantes, esse mundo louco tem um modo desumano de nos destruir, ele é traiçoeiro, se agarra aos nossos pontos mais frágeis. Por isso devemos insistir e mostrar que nada ou ninguém pode ditar como devemos seguir.
Somos loucos, mas só os loucos sabem viver. Sabem que vale a pena viver, mesmo que tudo esteja contrário, só precisamos continuar acreditando. Uma hora a loucura vira uma doce e invejável realidade.
Sempre em frente, sempre pra cima, sempre buscando e se agigantando... Sempre voando alto.

Karlinha Ferreira

11 de ago de 2016

Regresso

É difícil raciocinar, manter a calma quanto tudo em você clama por celeridade, suplica por resultados. O tempo está passando depressa e o que sentimos é que a cada dia que termina, nos distanciamos mais de tudo aquilo que havíamos sonhado.
Nesses momentos não costumamos enxergar com clareza, é como se estivéssemos nos debatendo, apenas nos machucando, sem conseguir ir a lugar algum.
Aprendi que preciso respeitar minhas conquistas, que apesar dos fracassos, sempre voltei a ficar de pé e mesmo com a alma gritando de dor, de desespero, continuei seguindo. Buscando.
Às vezes supervalorizamos demais o que ainda não conquistamos e esquecemos de dar o mérito devido as coisas que são nossas, as vitórias que ninguém sabia que estávamos travando, mas nós sabíamos. É preciso parar de procurar motivos para nos auto sabotar, porque não há nada pior que auto sabotagem.
Quando a visão parece turva, quando não conseguimos enxergar o caminho, é preciso parar e voltar, lembrar das promessas que nos fizemos, lembrar das escolhas que foram feitas, e aprender a viver com o resíduo delas. As escolhas foram feitas por nós, o mérito ou a frustação são nossos.
Tendemos a acelerar quando estamos na ânsia de nos encontrar, mas vez por outra é preciso parar e deixar a vida seguir seu fluxo, as coisas irão acontecer no tempo certo. Apesar da ansiedade não há outra maneira de se chegar aonde se quer sem se mover, é vivendo que se vive, um dia por vez... aos poucos respeitando nosso tempo. A vida tem sua própria corrente, o que é pra ser nosso, chegará a nós.
Karlinha Ferreira

2 de ago de 2016

Deixar ir

Às vezes o melhor que podemos fazer por alguém é deixa-lo ir. Não importa o quão gostaríamos que algumas pessoas permanecessem, porque a felicidade delas pode estar do lado oposto ao que nós estamos. Talvez a gente se esbarre lá na frente, quem vai saber?
Talvez nunca mais sejamos olhados da mesma forma, talvez sejamos aquela coisa que acontece um degrau antes da felicidade plena, do amor.
Fato é que nunca iremos saber na verdade. Apenas precisamos confiar nos nossos instintos e saber que a visão de algumas pessoas estando bem, realizadas, plenas, são o que precisamos enxergar, embora que tudo isso esteja bem distante do que havíamos sonhado.
Há separações que são apenas um tempo. E “há tempos”, que são verdadeira separação.
Na realidade a gente só sabe o que é o quê, quando acontece. É impossível calcularmos hoje. Apenas precisamos deixa-las ir, libertá-las e aguardar pelo tempo que a gente aguentar, ou simplesmente aprender a viver de outro modo, embora que aquela falta seja a última coisa que você sinta todos os dias antes de dormir.

Karlinha Ferreira

27 de jun de 2016

Olhar-se

(Fotografia, Karlinha Ferreira)
Li uma vez que conseguir se olhar de fora é uma das maiores conquistas que podemos ter, que é neste caso o caminho mais claro para evolução.
Nesses últimos dias estive tentando fazer isso, na realidade há alguns anos que tento, mas ontem consegui ver as coisas com uma clareza nunca tida em outrora.
Vi que sou responsável pelo que eu faço, pelo que sinto, e pelo que conquisto. Responsabilidade esta, que também abrange as coisas que destruo nos meus momentos de extremo egoísmo, de insensatez e estupidez.
Entendi que não importa quão melhor eu queira ser, nada vai acontecer se eu não começar o processo de mudança, começando sempre por dentro. Que não importa quão boa eu pareça aos olhos dos outros, tenho que ter ciência do meu porão e dos fantasmas que habitam nele. E que não importa o quanto alguns me achem má, tenho que saber que não sou só o que pensam, que há tanto bondade quanto maldade, mas que tento ser luz, embora às vezes, eu permita que algumas circunstâncias me ofusque.
Que posso errar, e vou errar, mas que tenho que tentar não ferir ninguém, mas se ferir aprender a fazer com o menor número de pessoas possível, se curar, se perdoar já é difícil demais para lidar com o perdão alheio que talvez nunca venha.
Ao me olhar de fora vi ainda que meus sonhos são meus, e que ninguém vai poder começar a realizá-los por mim, por isso preciso começar hoje, não dá para deixar sempre para amanhã o que só eu posso fazer por mim. E que a melhora, a evolução é um processo contínuo e lento, não posso me permitir retroceder, embora esteja caída. É preciso erguer a fronte e continuar, continuar sempre. E sempre em frente.
Há coisas que ninguém poderá fazer por mim, e ser a pessoa que sonho ser é uma delas.
Enxergar-se de fora, esse é o início.

Karlinha Ferreira