21 de nov de 2016

Gil


Ainda sobre o tempo...
Ainda mais importante do que vê-lo, ou senti-lo passar, é saber viver cada fragmento que ele nos dispõe. Esse ano vem me mostrado o quão frágil e fugaz é a vida. Muitos adeus foram dados, e isso mexe demais comigo.
Acordei com uma saudade louca de conversar com Gil, o cara era demais, tinha uma grandeza daquelas que é rara de encontrar em alguém. Ele apesar de ser evangélico, de ter uma fixação por doutrinas da igreja. Nada disso nunca fez com que ele julgasse, nunca o fez se sentir melhor ou pior que qualquer outro.
Jamais li no Orkut qualquer coisa que deixasse alguém mal, por suas palavras. Ele era o cara.
Lembro que de Gil tive a oportunidade de me despedir, ele não era mais tão forte fisicamente, mas nunca se deixou abater. Apesar da dor causada pelo Câncer, da debilidade, seu sorriso e mansidão continuavam lá. Não sei se um dia existirá alguém como ele. A expressão dele era sempre de fim de tarde, aquela expressão boa, que fazia com que a gente se sentisse acolhido.
Já faz tanto tempo mas sua falta nunca será amenizada. Você era grande demais, bom demais, amigo demais... Os grandes jamais são esquecidos. Te amo, sinto sua falta.
Ele era bom demais para esse mundo, por isso foi levado depressa, é assim que tento me convencer. Gil foi embora cedo demais...Meu amigo, meu amarelo, até a próxima vez...
Karlinha Ferreira

15 de nov de 2016

15-11-2016


É interessante como cada um de nós tem uma percepção do tempo peculiar.
Para aquela pessoa que está apaixonada, mas que o objeto do seu desejo não está na mesma frequência. Enquanto esta pessoa espera, o tempo passa de forma desordenada e acelerada, é segunda-feira, mas de repente já é mês que vem, e ela ainda continua pensando incessantemente no ser amado.
Já para a outra pessoa que está tentando uma nova conquista, é como se o tempo passasse em câmera lenta. Ela conversa, manda mensagem, corteja e não se apercebe do tempo que está passando, assim também o é para os enamorados.
As decepções às vezes nos acorrentam, fazem com que paremos no tempo, sempre revendo o mesmo filme da nossa vida. Inertes. Nos flagramos pensando no que poderia ter sido, mas não foi. Em certos casos somos acorrentados por nossos próprios erros, por nossa própria covardia. A nossa incapacidade de ter sido o melhor para quem amamos.
O que nos resta é tentar sincronizar o tempo para que o rancor, a raiva e a incompetência sigam seu fluxo normal.
Lidar com o que poderíamos ter sido dói. Mas enxergar o leque de oportunidades daquilo que ainda podemos ser, é libertador.


Kalinha Ferreira

1 de nov de 2016

01-11-2016

(Foto: Karlinha Ferreira)

Esse ano não está sendo fácil em diversos sentidos. É difícil inclusive agradecer.
Mas hoje, depois de uma noite insone vislumbrando o céu, com a brisa fria típica da cidadezinha do interior, senti-me grata. Essa gratidão, me fez prestar atenção nas pequenas coisas que estão ao meu redor e que estou conseguindo manter.

Nada tem me faltado, ao menos nada que realmente importe. Meu coração está cheio de bons sentimentos, transbordando, e desejando o boas energias para as pessoas e o universo. Peço que a calmaria invada os corações e que o olhar de cada um seja direcionado a olhar o lado bom da vida. O lado ruim, é a nós imposto todos os dias.
Que os bons ventos no cerquem e conservem nosso sorriso bobo!
Karlinha Ferreira