10 de dez de 2012

Faz falta

Há pessoas que não sabem o quanto fazem falta...
Digo, não aquela falta convencional ou a falta de ter alguém de forma amorosa, em um relacionamento...
Mas falta da energia, falta da liberdade... Falta de saber que o outro apesar do romper de laços ainda se importa com o que pensamos/sentimos, que o outro ainda tem interesse real na nossa vida embora que o interesse sexual tenha cessado.
Falta de alguém que por vezes foram os melhores ouvidos, e de onde saiam as melhores palavras de incentivo, de força, e que de repente isso se perde.
O que mais magoa não é ter um relacionamento rompido, ou não ter mais o “dois”, o “nós contra o mundo”, o que magoa é se sentir ignorado, se sentir de fora de uma vida que a pouco se misturava á sua.
Não é a permanência ou não de um amor, mas se há amor, ou se houve em algum momento acredito na transformação deste.
Não é o sexo (apesar de ser muito bom), mas o contato da sua vida na minha.
Faz falta poder contar com você!

                                                                                                                 Karlinha Ferreira

‎"Há momentos na vida em que sentimos tanto a falta de alguém… que o que mais queremos é tirar esta pessoa de nossos sonhos e abraça-la…" (Clarice Lispector)




29 de out de 2012

Estranha



Na maior parte do tempo me sinto perdida. Uma estranha na minha própria pele.
(Karlinha Ferreira)

17 de out de 2012

...

Ás vezes lutamos apenas pra nos sentir bem, e pra sermos melhores. Ás vezes somos egoístas e não devolvemos o bem que recebemos, e ter essa consciência é doloroso. 

Karlinha Ferreira

3 de out de 2012

26



Hoje é um daqueles dias que não consigo escrever nada decente (ou indecente) pra postar no blog, passa um filme na mente, me alegro me entristeço, lembro de paixões, de "pé na bunda", de gente pra quem me doei, lembro de pessoas com quem não fui justa, lembro de pessoas que conquistei, de alguns que nunca tive por isso vejo que não deu pra perder o que eu não tinha... Lembro-me de gente que chega de mansinho e quando menos espero já não sei mais viver sem... Gente desconfiada, gente dada, gente que daria tudo para ter, e mesmo assim continuo sem. Gente que me ensinou o que é fidelidade, amizade e amor. Hoje já chorei tanto que no meio do choro até esqueci o motivo, só conseguia sentir, dor/vazio... Mas logo vêm lembranças daqueles que permaneceram, que ainda estão lá e que parece que não querem sair, de algum modo gostou do que viu, que em meio ao emaranhado de erros viram um motivo pelo qual valeria a pena permanecer. E penso que essas são as pessoas que me sustentam e pelo que vale a pena lutar.
26 anos de uma vida bem vivida, de dores cortantes e alegrias revigorantes. Paixões/amores e ilusões, mas sempre vivendo de modo intenso e ás vezes até inconsequente, para quem pensa que não levanto voo, talvez não tenha olhado pra cima o suficiente, estou aprendendo a voar alto.

Karlinha Ferreira 

22 de ago de 2012

Destino




Eu sempre estive aqui, sempre soube o que quis e quem quis, mas tudo isso não mais me cabe, o mundo tem suas fases e suas transições e a cada fase e transição somos afetados, somos tomados, e ficamos sem respostas, só com os “porquês” e de repente como se fosse natural, paramos de correr atrás das respostas e paramos de tentar explicar, então começamos a nos deixar levar e vê o que a vida nos reserva, o destino é um tolo, e todos nós fazemos parte do resultado dele.

É como quando tentamos tomar o sentimento, adestra-lo e direcioná-lo para o que julgamos ser o melhor, mas não é assim que acontece, ele simplesmente nos toma, nos pega e somos apenas o a soma dos sentimentos que tomam conta de nós, somos a confusão dos conflitos causados pelo nosso querer.

Precisamos nos permitir sentir... Não é a gente que toma o sentimento. É ele que nos toma, só precisamos aceitá-lo, e vivê-lo... Tudo acontece pelo querer do sentimento...

Karlinha Ferreira

17 de jul de 2012

'... e se hoje fosse outro hoje?

Hoje Fernando Pessoa fala por mim...
'... e se hoje fosse outro hoje?

Mas o que eu não fui, o que eu não fiz, o que nem sequer sonhei;
O que só agora vejo que deveria ter feito,
O que só agora claramente vejo que deveria ter sido
Isso é que é morto para além de todos os Deuses,
Isso – e foi afinal o melhor de mim – é que nem os Deuses fazem viver...

Se em certa altura Tivesse voltado para a esquerda em vez de para a direita;
Se em certo momento Tivesse dito sim em vez de não, ou não em vez de sim;
Se em certa conversa Tivesse tido as frases que só agora, no meio-sono, elaboro
Se tudo isso tivesse sido assim, Seria outro hoje, e talvez o universo inteiro
Seria insensivelmente levado a ser outro também.

Mas não virei para o lado irreparavelmente perdido,
Não virei nem pensei em virar, e só agora o percebo;
Mas não disse não ou não disse sim, e só agora vejo o que não disse;
Mas as frases que faltou dizer nesse momento surgem-me todas,
Claras, inevitáveis, naturais
A conversa fechada concludentemente,
A matéria toda resolvida...
Mas só agora o que nunca foi, nem será para trás, me dói.

O que falhei deveras não tem esperança nenhuma
Em sistema metafísico nenhum.
Pode ser que para outro mundo eu possa levar o que sonhei.
Mas poderei eu levar para outro mundo o que me esqueci de sonhar?
Esses sim, os sonhos por haver, é que são o cadáver.
Enterro-o no meu coração para sempre, para todo o tempo, para todos os universos,
Nesta noite em que não durmo, e o sossego me cerca
Como uma verdade de que não partilho,
E lá fora o luar, como a esperança que não tenho, é invisível pra mim.

(Fernando Pessoa)




16 de mai de 2012

Somos tão jovens...




Nunca fui capaz de controlar meus sentimentos, mantê-los lá dentro. Antes, isso estragava a minha vida, sempre fui uma vítima de mim mesma. Eu fazia coisas erradas, fugia, ficava maluca. Agora faço esse sentimento trabalhar para mim, através da música, ao invés de me destruir. (Janis Joplin)

Penso que é natural o jovem ter toda essa ânsia de viver, essa euforia contida dentro de si, que ás vezes se não for liberada sufoca e destrói mesmo.

Mas quando essa energia é canalizada para fazer algo que mexe com nossos instintos, que libere adrenalina, que tire nossos pés do chão. Ela (a energia) se torna o diferencial, e a maior força, acredito que uma das coisas que move o mundo, seja essa inquietação, que ás vezes, muitos denominam como insanidade, sabe essa vontade de ter tudo “pra ontem”, de se sentir bem, útil, de fazer o que se gosta e ser o melhor nisso. Sentir-se assim, não tem preço.
Há pessoas que por terem o espírito livre, são incompreendidas, são rejeitadas ou se escondem, como “uma tartaruga escondida em seu casco, bem protegida”, mas a verdade é que essas pessoas podem oferecer muito mais ao mundo sendo apenas elas. Sendo livres, com esse imediatismo, com essa força, com essa euforia e com essa crença acreditando incondicionalmente que tudo vai dar certo.
Acredito em sonhos, e acredito também que eles se realizam. E que uma vida de comodidade nem sempre é o sonho de todos, todos querem um porto, um lugar para voltar, mas também querem o mundo, querem trilhar sua rota e ver no que dar.

Querer não é errado, dar a liberdade que o espírito pede não é ruim. Temos apenas, assim como Joplin que canalizar essa força para o que temos de melhor, no caso ela canalizou para arte, através da música, no nosso podemos ser o que quisermos. Ás vezes, pecamos por deixar nosso coração de lado e simultaneamente nossos sonhos. Não quero pensar daqui a dez anos em como teria sido se eu tivesse vivido o meu sonho, quero daqui a dez anos olhar pra trás e me sentir realizada por ter mergulhado no que eu acreditava. Ser compreendido não é o mais importante quanto se trata de sonhos.

 “Nunca fui capaz de controlar meus sentimentos, mantê-los lá dentro”.
 (Janis Joplin)

Karlinha Ferreira

26 de abr de 2012

Encontro


Por algum tempo me esqueci de como os detalhes me atraem...
De como é bom apreciar as coisas pelas quais me atraio, ouvir o que gosto, fazer coisas que talvez só eu ache interessante e o resto da humanidade não. Mas creio que o melhor da vida está aí, em sermos quem nós somos, sem subterfúgios.

O melhor nas coisas que nos apetece é que em algum lugar do mundo alguém está pensando igual a nós, e se você tiver a sorte de encontrar com esse alguém para um pouco de álcool e um papo agradavelmente “louco”, será um instante interessante, inesquecível e inebriante.

Gosto de gostar do que gosto...
Gosto do que faz meus olhos brilhar...

Gosto da força, da fragilidade, do antagônico, do simples, de conversas, de gente, de histórias, da chuva, do frio, música me enlouquece e me acalma, lugares vazios me faz imaginar vidas, prazeres e tristezas... Gosto inclusive da melancolia que nos abarca quando esquecemos quem somos, e também da alegria do encontro, da alegria de voltar a conversar com nós mesmos, essência!

Prazer! Felicidade! É importante que sintamos prazer, para que a vida valha a pena, não creio em quem prega que a vida é feita de martírio, creio que cada dia que surge é uma oportunidade a mais que nos é dada para que sejamos felizes do nosso jeito... Cada um sabe o que é preciso para sorrir verdadeiramente... Para alguns basta um nascer ou pôr-do-sol, não creio em felicidades que custem milhões, mas acredito em instantes que valham uma vida inteira.

Karlinha Ferreira


21 de mar de 2012

Extraordinário


É Bom encontrar o eixo em um abraço. Se sentir pleno em meio a tantas incertezas. Sentir medo e ser compreendido. E encontrar um pouco de paz em um mundo tão insano. O bom pode sim se tornar extraordinário.

Karlinha Ferreira

11 de mar de 2012

Exaurimento


Deparamos-nos com uma luta diária.
Superação, é isso que todos procuram, ao menos aqueles que anseiam por algo mais. A vida exige superação...

Hoje só a noite pôde me renovar, estava triste e abatida, cansada por assim dizer, mas ao contemplar a lua, o céu, pude sentir que embora eu não esteja no controle há uma espécie de ordem no universo. Há uma força que coordena tudo e que por mais que eu não saiba onde tudo vai parar, por que convenhamos, é diferente saber aonde a gente que chegar, de onde a vida vai nos levar.. Mas mesmo assim sinto-me mais tranquila dentro desse turbilhão que me encontro.

É tão difícil quer mais, lutar por mais e sentir que não estamos saindo do lugar, é triste não poder mudar a vida e dar a ela o rumo que gostaríamos. Estou cansada, muito cansada, mas estou grata pela noite ter me renovado, e ter me dado fagulhas de esperança.

Estou cansada e sentindo minha alma gritar, gritar de angustia, um grito de revolta! E dia pós dia lutar contra essa vontade e tentar se manter o mais sã possível , tentar ficar com a alma de pé e dar àqueles que acreditam em nós motivos para continuarem acreditando. Mesmo que no fundo nos sintamos exauridos... 


Karlinha Ferreira

11 de fev de 2012

Tranquilidade

Despois de algum tempo meu coração está tranquilo...
Sem aquela inclinação para esquerda ou para direita...
Por incrível que pareça, é bom está assim.
É bom ter objetivos para o futuro, é bom ter metas e prioridades.
Coração é terreno incerto, e geralmente nossos (meus) sentimentos tendem a pregar uma peça no melhor momento vivido.
Hoje de coração aberto permito-me sentir tranquilidade... sim aquela tranquilidade que a tanto tempo fugia de mim... Hoje apesar de essa sensação não ser tão familiar pelo tempo que esteve distante, aprecio o momento que ela me proporciona... E torço tão somente para que ela dure...

Karlinha Ferreira

19 de jan de 2012

Passa...















Mesmo quando tudo está pesado demais, quando achamos que não vamos conseguir, penso que só precisamos respirar e tentar chegar ao fim do dia firme, embora que por dentro estejamos desabando.  

Viver um dia de cada vez, e não há dor tão forte que não se c ale em algum momento e não há ferimento tão profundo que um dia não sare, e se não sarar e se a dor não calar penso que teremos de aprender a conviver com ela e fazer com que o turbilhão seja contido.

Um dia de cada vez...  Tudo passa... Um dia de cada vez, e assim quem sabe chegaremos lá de um jeito nosso, lidando com o turbilhão da nossa forma, e por nossa conta.
Em algum momento do caminho as coisas ficarão mais leves...

Karlinha Ferreira