30 de out de 2014

Inquietude


Essa inquietude não me larga.
Janis Joplin disse certa vez: o pior que podem dizer a meu respeito é que eu nunca estou satisfeita. A insatisfação de não se conformar somente com o que é oferecido, mas agarrar a vida pelo colarinho e extrair dela o máximo que se pode, dessa insatisfação sim, eu sofro. Sou insatisfeita, sou inquieta.
Há pessoas que falam com desdém da Janis, mas na realidade entendo que ela não precisou viver 100 anos para se eternizar, ela fez em 27 anos aquilo que a maioria de nós não consegue fazer em uma vida, ou até em duas.
Tenho um espírito livre, inquieto, e é ele que me move, desejo sempre mais, minha vida sempre clama por intensidade, não consigo ficar muito tempo parada é como se a ansiedade, fosse a instiga, o sinal de alerta para mudar, para se correr atrás de algo novo.
Minhas ambições se resumem as coisas que meus olhos querem ver, e desejo muito e muitas coisas. Tem uma razão para eu ser do jeito que eu sou, em geral não peço compreensão, há coisas que são só minhas, há sonhos que quando externados perdem parte da magia, então prefiro guardar naquele lugar da minha alma que visito nas noites estreladas durante a madrugada.
Não importa quanto tempo demore, alguns sonhos foram feitos para serem realizados. Talvez venham com intenção de deixar esse plano mais suportável, mais sublime ou apenas para renovar a magia no mundo.

Karlinha Ferreira

27 de out de 2014


Tenho ciúme. Detesto, mas sinto.
Quero você pra mim, mas não posso.
Quero te chamar de meu, mas você já tem quem o faça.
Quero que olhes pra mim com aquele brilho, com aquela paixão.
Quero sim que você se jogue, que não pense, que só sinta como funcionamos.
Ok! Não estou raciocinando direito, mas quem precisa pensar quando o coração só falta sair do peito?
Minha resposta pra você é e sempre será “sim”...
Não me questione, não faça planos, apenas sinta como seu corpo reage ao meu.
Viu como sua respiração muda? Viu como no fundo você não se importa em sentir?
É esse beijo que sela nossos encontros, são essas loucuras que nos une.
Não quero dar nome a tudo isso que sinto, não quero rotular o que não pode ter rótulo, mas não quero perder nenhuma chance de te ter.

Karlinha Ferreira

22 de out de 2014

Sai de mim


Há sentimentos que não precisam de nomes. E que se tentarmos rotular será em vão.
Algumas pessoas nos tiram do eixo, mexem com nosso instinto, nos tiram a razão, nos enlouquecem, é um ciúme desgovernado de quem não temos nenhum compromisso, é tesão desenfreado, é tanta vontade que alaga...
Não sei por que com você tudo é tão louco, tão intenso, o modo como você reage a mim me enlouquece, os corações acelerados a respiração ofegante, embora ás vezes deteste a forma como você vê o mundo, ou encare coisas as simples, embora também tenha certeza absoluta que jamais daríamos certo, enlouqueço quando outra chega perto.
Sei lá o nome disso... Só sei que quando estamos perto parece que há uma bolha que nos envolve, o sorriso fica mais largo, a vontade de te ter é maior que a responsabilidade de estar certa.
Você me enlouquece, e odeio isso. Odeio ficar vulnerável, odeio essa sensação que me vira do avesso, odeio não resistir a você, e talvez odeie acima de tudo minha incompetência de não te ter.
Karlinha Ferreira

19 de out de 2014

Devaneios


Às vezes precisamos voltar para podermos seguir.
Há pessoas, relações que por mais que sejam intensas, importantes, precisamos abrir mão para que o novo possa nos alcançar. Não sei bem qual o momento exato em que as coisas param de fazer sentido, o que aprendi foi que se em determinada área as coisas não vão bem, devemos nos voltar para outra área que nos mova. O movimento é a principal atividade, correr atrás das coisas concretas, correr para ser melhor.
Ouvi dizer que esse era um ano de plantar, então tenho dois meses para plantar o que não consegui plantar em um ano.
As pessoas são diferentes, às vezes somos nós que as machucamos, em outras somos nós que acabamos feridos. A dor é algo bom, mostra que ainda estamos vivos.
Minha mente se transporta para muitos lugares, se enche de esperança, sofre, mas sempre mantém o olhar no horizonte, a fé no futuro. O presente é o lugar de luta pelo futuro que se almeja.
Brisa fria, noite silenciosa, parece que até contemplar a nova vestimenta que minha alma está vestindo. Noite, você é minha cúmplice e confidente...

Karlinha Ferreira