26 de fev de 2016

Até a próxima vez...


Não tenho ideia de que merda está acontecendo esse ano. Parece que estamos sendo tragados um a um sem explicação. Somos todos tão jovens, há tanto para se viver, mas parecemos não ter chance, é uma luta diária dia pós dia, e no final, ninguém vence. Absolutamente ninguém.
Estou cansada, meu corpo parece não obedecer, minhas emoções só querem que eu suma por um tempo, na realidade elas imploram por isso, por paz, as dores vem de todos os lados, pessoas dizendo adeus, pessoas que fizeram parte da nossa adolescência, das nossas descobertas, da nossa história... Pessoas que estavam ali, e só pelo fato de estarem, de sabermos que elas estavam, era bom... Mas aos poucos estão indo uma a uma.
É um senhor que crescemos admirando sua força, sua vaidade, sua esperteza, que agora está preso a uma cama com sua mente sendo esvaída incansavelmente, tirando sua sanidade, lembranças, tirando do seu corpo a virilidade, força, energia e até as coisas mais simples como até mesmo a capacidade de se mexer.
É um garoto com seus vinte e poucos talvez trinta anos, que deixa seu filho, seus pais com a promessa de que voltaria, mas ele não volta.
São dores que querem partir nossa alma, parece que nossa alma é pequena para saciar tanta dor, tanta inconformidade, tanta revolta. É verdade que coisas ruins acontecem todos os dias, mas não deveriam.
Hoje me despeço de você Alexandre, Xande, nosso Xande... O garoto bonito de olhos claros, sorriso sincero que ganhava a simpatia de todos, e todas as meninas dessa cidadezinha. Vai com os anjos vai em paz... Até a próxima vez...
Karlinha Ferreira


17 de fev de 2016

Devaneios de uma mente insone


Olho para esse céu estrelado em plena madrugada e a única coisa que me reconforta é saber que dentre bilhares de pessoas no mundo há alguém que se sente exatamente como eu.
Alguém que embora algumas coisas deem certo, sente-se com um aperto por dentro, um nó na garganta. Isso embora pareça egoísta diminui essa sensação de solidão que consome, esses pensamentos que me angustiam, à ponto de não querer que a noite acabe, mesmo que essa/essas pessoas estejam a quilômetros de distância, não parece ser tão ruim ser solitário, porque de um modo estranho, não sou solitária sozinha.
Hoje entendo o porquê de algumas pessoas preferirem a dor física, ela te distrai do que está realmente te matando por dentro.

Karlinha Ferreira