16 de mai de 2012

Somos tão jovens...




Nunca fui capaz de controlar meus sentimentos, mantê-los lá dentro. Antes, isso estragava a minha vida, sempre fui uma vítima de mim mesma. Eu fazia coisas erradas, fugia, ficava maluca. Agora faço esse sentimento trabalhar para mim, através da música, ao invés de me destruir. (Janis Joplin)

Penso que é natural o jovem ter toda essa ânsia de viver, essa euforia contida dentro de si, que ás vezes se não for liberada sufoca e destrói mesmo.

Mas quando essa energia é canalizada para fazer algo que mexe com nossos instintos, que libere adrenalina, que tire nossos pés do chão. Ela (a energia) se torna o diferencial, e a maior força, acredito que uma das coisas que move o mundo, seja essa inquietação, que ás vezes, muitos denominam como insanidade, sabe essa vontade de ter tudo “pra ontem”, de se sentir bem, útil, de fazer o que se gosta e ser o melhor nisso. Sentir-se assim, não tem preço.
Há pessoas que por terem o espírito livre, são incompreendidas, são rejeitadas ou se escondem, como “uma tartaruga escondida em seu casco, bem protegida”, mas a verdade é que essas pessoas podem oferecer muito mais ao mundo sendo apenas elas. Sendo livres, com esse imediatismo, com essa força, com essa euforia e com essa crença acreditando incondicionalmente que tudo vai dar certo.
Acredito em sonhos, e acredito também que eles se realizam. E que uma vida de comodidade nem sempre é o sonho de todos, todos querem um porto, um lugar para voltar, mas também querem o mundo, querem trilhar sua rota e ver no que dar.

Querer não é errado, dar a liberdade que o espírito pede não é ruim. Temos apenas, assim como Joplin que canalizar essa força para o que temos de melhor, no caso ela canalizou para arte, através da música, no nosso podemos ser o que quisermos. Ás vezes, pecamos por deixar nosso coração de lado e simultaneamente nossos sonhos. Não quero pensar daqui a dez anos em como teria sido se eu tivesse vivido o meu sonho, quero daqui a dez anos olhar pra trás e me sentir realizada por ter mergulhado no que eu acreditava. Ser compreendido não é o mais importante quanto se trata de sonhos.

 “Nunca fui capaz de controlar meus sentimentos, mantê-los lá dentro”.
 (Janis Joplin)

Karlinha Ferreira