29 de abr de 2010

Os traiçoeiros olhos... Rs


Nossos desejos e vontades são bastante traiçoeiros. E garanto: não há nada mais traiçoeiro que os olhos.
Você olha para uma pessoa, ela chama sua atenção, você automaticamente passa a desejar. Quer seja de forma controlada, quer esse pensamento te atormente dia após dia como uma idéia fixa. Por mais que você tente correr na direção oposta parece que está andando em círculos e sempre acaba no mesmo lugar e com as mesmas dúvidas. Olhando para o safado!

Bom seria se tudo que os nossos olhos desejassem não nos trouxesse complicação, ou que fossemos tomados por um sentimento de repulsa por essas pessoas que trazem consigo um grande risco. Mas isso não acontece. Parece que o perigo, a adrenalina e a atração aumentam com o decorrer dos dias. Algo dentro da gente diz que esse tormento só vai parar quando de fato nos rendermos a essa vontade.
Há pessoas que parecem irresistíveis. Não conseguimos explicar, mas elas têm tudo que adoramos, falam o que gostamos, do jeito que gostamos... O jeito de olhar? (Nossa!) É, eles nos olham daquele jeito, com aquele sorriso, e se nos tocam, já era! A gente disfarça, mas o corpo amolece. (Rs...) Embora sejam os típicos cafajestes você parece tentada a arriscar. E há até quem arrisque (admiro pessoas assim).
Mas penso que o preço por matar uma curiosidade pode ser muito alto e que geralmente quando a libido se afasta e conseguimos dar um pouco de atenção ao superego, percebemos que simplesmente não vale a pena, que a vontade depois de um tempo passa, e que há desejos e vontades que devem ser mantidos em cofres para que sejam passíveis de serem sonhados sempre, mas sem atingir ninguém.
As coisas parecem piores a primeira vista, pensamos que não podemos perder a oportunidade de ao menos uma vez ficar com aquela pessoa que mexe tanto com a gente, que é um absurdo ser provocada de forma tão inquietante e não sair desse maldito estado de inércia. Mas acredite, se há mais gente em jogo e se pode trazer complicações o melhor é pensar em “cachoeira” (Rs... é, em água, em nada, e parar de pensar no sorriso do gato, rs...) e se afastar, ao menos por um tempo, ele será atraente durante muito tempo, mas não mexerá com seus alicerces com tanta intensidade se você manter distância.
Fazer o certo nem sempre é fácil. Mas é gratificante! Você se sentirá melhor, embora pense que não, que ele é gato demais pra ser dispensado. Rs...

P.S. Ser boazinha às vezes cansa! A vontade é de jogar a toalha e se permitir... Mas não o fazemos, culpa da índole! kkkkkkkkk


Karlinha Ferreira

26 de abr de 2010

Persistência


Acredito que por mais árdua e difícil que seja a batalha, a caminhada, sempre existirá algo que merecerá nossa luta.
Em alguns momentos é necessário direcionarmos nossa força na direção certa para que possamos alcançar o crescimento devido. Para poder chegar onde queremos. Não podemos nos render ao desanimo nem a insegurança. O acontecer ou não das coisas está em nossas mãos.
Precisamos buscar a motivação, embora que ela pareça distante, se a buscarmos exaustivamente e insistirmos nessa busca ela cederá a nossa vontade. O problema é que gastamos energia demais nas coisas erradas e que não nos acrescenta em nada como pessoa.
Até pra sofrer, sofreremos melhor por algo que sabemos que arriscamos. Que fizemos o melhor que poderia ser feito, pois o importante é não desistir. Estejamos firmes e bem direcionados, buscando o melhor sempre.
Ouvi ontem que pior que perder o caminho é encontrar-se nele e perder a motivação, penso que, tanto perder o caminho quanto a motivação são duas coisas extremamente difíceis, em ambas ficamos sem foco. Sem direção. Devemos tomar cuidado com isso, temos que ir atrás do que nos deixa feliz. A persistência é o que nos leva a perfeição.

Karlinha Ferreira

20 de abr de 2010

Crer...


Mesmo com alguns questionamentos ficamos mais tranqüilos em saber que há uma força maior que pode ir aonde não podemos. Vê aqueles que amamos em situações difíceis não é nada interessante. Principalmente quando são pessoas tão do bem. Quando a vida já vem castigando tanto. Ficamos chateados. E nos sentindo injustiçados por assistir quem julgamos importantes ser testado com tanta freqüência.
Nos momentos que atam nossas mãos só nos resta orar e implorar para que Deus tome conta da situação já que não nos foi concedido o direito de ajudar. Então oramos, e esperamos que sejamos atendidos, mesmo que isso já não pareça acontecer a um bom tempo.
Talvez assim elas consigam sentir que não estão sós.

Karlinha Ferreira

19 de abr de 2010

...?!


É bom ver algumas pessoas como elas realmente são. Longe daquela visão caleidoscópica prejudicada pela e enfeitada pela paixão. Penso que é isso que implica no verdadeiro livre-arbítrio, conseguir vê as coisas como realmente são, e daí decidir se queremos aquilo para nossa vida ou não.
Sentimos-nos mais livres. Não que de príncipes passem a ser sapos, mas na realidade também não eram aquelas pessoas por quem nos apaixonamos, nossa carência e vontade de deixar de ser solitários acabaram por ajudar a montar uma imagem melhor do que de fato era.
Em muitos momentos precisamos nos perdoar e buscar aquilo que possa nos proporcionar o melhor da fase que estamos vivendo. Não adianta ficar rodando em círculos. Gravitar ao redor das mesmas pessoas, dos mesmos sentimentos não nos ajuda em absolutamente nada.
Não sei o quanto vai durar, mas a sensação de liberdade e de autonomia é muito boa, nos faz acreditar que ainda há esperança. Que existe solução para algumas coisas. E que ainda somos senhores do nosso destino. Acredito que o futuro dependerá das nossas escolhas hoje. A luta por não querer ser igual em algum momento valerá a pena.

Karlinha Ferreira

7 de abr de 2010

Desapego/mudança


Quando conseguimos nos desvincular do nosso “objeto de desejo” e tentamos olhar um pouco para fora da situação, passamos a enxergar algumas coisas boas que antes éramos incapazes de ver.
O desapego tem isso de bom, nos da à oportunidade de admirar as pessoas que estão fora do elo “objeto de desejo e sentimento”. Embora jamais tenhamos nada de sério ou concreto com algumas pessoas o fato de nos permitir vislumbrar o quanto o outro é interessante, bonito, inteligente, só o fato de olharmos em outra direção já valeu a pena.
É necessário estarmos atentos. É imprescindível que desenvolvamos essa vantagem de olhar para fora, de enxergar. Existem pessoas que estão na mesma busca desesperada que nós, pessoas que também estão cansadas de andar em círculos e de só se depararem com a superficialidade que existe. Se não tivermos chance de um novo relacionamento amoroso, ao menos ganharemos uma pessoa interessante a mais na nossa vida. E essas pessoas nos fazem tão bem. Essa situação, esse “ter em quem pensar”, a expectativa. Talvez, nunca aconteça nada, mas por hora julgo interessante curtir, esperar e vê no que dá. O importante é estarmos aberto, é tentar. Mesmo que de certa forma essa tentativa de mudança venha nos ferir, mas já estamos tão feridos por pessoas a quem nos dedicamos tanto que esse novo começo, embora começando com dor pode trazer-nos uma satisfação enorme.
Há sempre novos ares, novos caminhos que temos a opção de percorrer! A escolha é nossa, apenas nossa!

Karlinha Ferreira