5 de set de 2017

05-09-2017


Há momentos que parece que estamos amarrados, por mais que tentemos, por mais que nos forçamos para sair, não conseguimos, ficamos simplesmente lá parados, imóveis, dormentes. Nossa mente vai vagando para lugares distantes, destinos que havíamos traçado outrora, passamos por eles, visitamos, vemos tudo que poderia ter sido, mas não foi, porque ainda continuávamos ali, acorrentados.r
Lembra como começou o sonho? Antes, era aquele que em dado momento nos mudaríamos para São Paulo e tudo ficaria normal novamente, afinal família tem altos e baixos, mas no final elas sempre ficariam juntas. Depois comecei a pensar em mim, carreira, e por acaso estávamos em São Paulo, mas não do jeito idealizado, e conheci uma empresa multinacional de arquitetura e engenharia, e quis ser arquiteta, acho que tinha 8 ou 9 anos, logo isso se esvaiu, depois já aqui em Pernambuco, na biblioteca municipal conheci Freud e meu amor pela psicologia, pela mente humana, esse sim, dura até hoje, embora nunca tenha feito o curso, a mente humana me fascina. Esse sonho permanece. Hoje, advogada, penso em mil coisas que sonhava/sonho ser, advogada criminal, Policial Federal, Delegada Federal, professora, palestrante, escritora....
...mas continuo apenas vagando e com o corpo preso agonizando, a mente anda traindo. Meus sonhos e objetivos, continuam lá, mas eu vou me perdendo no espaço infinito, e cada vez que me afasto de um sonho, perco parte de mim, e me transformo mais em alguém de quem não gosto.
Preciso tirar as amarras, preciso conseguir me mover, preciso perseguir incansavelmente meu sonho. Preciso saber que lá no final fiz tudo que poderia ter feito para ser quem eu gostaria de ter sido. Para ser feliz.

Karlinha Ferreira 

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