25 de mai de 2010

Alívio?


Ultimamente a consciência de que a vida é passageira tem me incomodado bastante. Se é algo que passa tão rápido, não deveríamos aproveitar de forma significativa? Fico perplexa diante da falta de questionamento da humanidade.
Trabalho em um escritório de Direito Previdenciário há uns três anos,chegam inuméras viúvas em busca das suas respectivas pensões... o mais interessante (triste/estranho) é que grande parte delas sentem-se aliviadas com a morte de seus maridos. Que tipo de casamento é esse que a morte de um dos cônjuges traz alivio para o outro? Há algo de errado. O plano não era que se amassem até que a morte os separassem?
Cada dia que passa penso mais em relação as marcas que deixamos naqueles que nos circundam. É mportante que as pessoas se sintam bem com a nossa presença.Nos casos que vejo aqui, um salário mínimo que muitas viúvas passarão a receber será mais útil que aquele homem que só reprimia, maltratava e humilhava, isso quando não partiam para violência física. Agora com a morte a mãe de família que geralmente aparenta ter mais idade do que tem de fato, pode ser livre com o salário para cuidar dos seus filhos a seu modo, e sem medo.
É estranho temer quem você escolheu para amar, tudo bem que em alguns casos a escolha não foi voluntária. Mas e nos demais?
Ás vezes me pergunto por que é tão difícil encontrar uma pessoa que possa compartilhar alguns sonhos, objetivos e que também queira ser cuidado e amado por uma única pessoa. Geralmente quando se gosta muito de alguém faz-se o impossível para não magoar, não ferir, por que de certa forma estaremos ferindo a nós mesmos.A busca por alguém com essa consciencia é grande e fico realmente triste em saber que muito passam pela vida sem experimentar o verdadeiro amor.
William Shakespeare escreveu: "Amor não é amor que se altera quando encontra alteração. Ou uma marca rígida, que aparece numa tempestade e nunca se abala. Amor não se transforma de hora em hora mas surge mesmo à beira da morte."
Karlinha Ferreira

3 comentários:

  1. Caramba! esse teu post aí arrepiou...

    Imagina só, os amores de antes, como vc citou, acabam desse jeito, imagina os de hoje??? antes ainda se tinha um pouco de respeito, conseguiam, alguns, viver com alguem, e hoje, o que esperar das pessoas??? Penso que nunca vou desistir de encontrar essa pessoa que me ame, me complete... as vzs não prestamos atenção nos sinais... persisto!

    Adorei a citação, coloquei no meu perfil... me lembrou algo, alguma coisa ai que passei...

    bjos!

    ROGÉRIA ARAÚJO

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  2. Acredito que o primeiro passo para encontrarmos este "amor", é bem no íntimo o desejo de compromisso. Mais hoje em nossa sociedade, o cultural é o tão falado "ficar"... é beijar quantas bocas forem preciso, até porque a vida passa tão depressa que temos que aproveitar com estilo!
    E é com essa concepção que mts esquecem do essencial. Que não é quantidade e sim a qualidade... a reciprocidade... e que por a vida ser tão curta, o bom é aproveitarmos com alguém que realmente se importa conosco, alguém que vale a pena.

    I Coríntios 13:4-7 "O amor é sofredor, é benigno; o amor não é invejoso; o amor não trata com leviandade, não se ensoberbece. Não se porta com indecência, não busca os seus interesses, não se irrita, não suspeita mal; não folga com a injustiça, mas folga com a verdade; tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta."

    Larissa Rossana

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  3. Fabiana Muniz26/05/2010 18:40

    Em réplica ao seu lamento acho que a vida me mandou tua resposta! Ontem pela primeira vez consegui ver beleza na morte, e olha que eu a conheço bem já que trabalho na área de saúde, mas nunca a vi tão bela! Como tudo na vida é bastante relativo, está ai Einstein que não me deixa mentir, ouvi o relato de um filho triste ao ter perdido mãe e pai no mesmo dia. Detalhe: acidente de carro? Não. Ambos morreram no mesmo dia, mas em hospitais diferentes e um sem saber da gravidade da saúde do outro! A esposa que parecia estar melhor partiu primeiro e 20 minutos depois numa UTI de outro hospital ela foi buscar seu marido, sua alma gêmea! Segundo o filho: "os eternos namorados não conseguiram desgrudar um do outro nem por 20 minutos!" Que inveja da morte que pôde ver e ser testemunha de um amor eterno! Pena que existam tão poucos amores deste tipo, mas se crermos e continuarmos sempre questionando e não nos acomodando com o caminho desta DEShumanidade, que não ama, não cuida, não se importa, um dia quem sabe possamos encontrar também nossa alma gêmea!
    Bjos Amarela!

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