29 de out. de 2012

17 de out. de 2012

...

Ás vezes lutamos apenas pra nos sentir bem, e pra sermos melhores. Ás vezes somos egoístas e não devolvemos o bem que recebemos, e ter essa consciência é doloroso. 

Karlinha Ferreira

3 de out. de 2012

26



Hoje é um daqueles dias que não consigo escrever nada decente (ou indecente) pra postar no blog, passa um filme na mente, me alegro me entristeço, lembro de paixões, de "pé na bunda", de gente pra quem me doei, lembro de pessoas com quem não fui justa, lembro de pessoas que conquistei, de alguns que nunca tive por isso vejo que não deu pra perder o que eu não tinha... Lembro-me de gente que chega de mansinho e quando menos espero já não sei mais viver sem... Gente desconfiada, gente dada, gente que daria tudo para ter, e mesmo assim continuo sem. Gente que me ensinou o que é fidelidade, amizade e amor. Hoje já chorei tanto que no meio do choro até esqueci o motivo, só conseguia sentir, dor/vazio... Mas logo vêm lembranças daqueles que permaneceram, que ainda estão lá e que parece que não querem sair, de algum modo gostou do que viu, que em meio ao emaranhado de erros viram um motivo pelo qual valeria a pena permanecer. E penso que essas são as pessoas que me sustentam e pelo que vale a pena lutar.
26 anos de uma vida bem vivida, de dores cortantes e alegrias revigorantes. Paixões/amores e ilusões, mas sempre vivendo de modo intenso e ás vezes até inconsequente, para quem pensa que não levanto voo, talvez não tenha olhado pra cima o suficiente, estou aprendendo a voar alto.

Karlinha Ferreira 

22 de ago. de 2012

Destino




Eu sempre estive aqui, sempre soube o que quis e quem quis, mas tudo isso não mais me cabe, o mundo tem suas fases e suas transições e a cada fase e transição somos afetados, somos tomados, e ficamos sem respostas, só com os “porquês” e de repente como se fosse natural, paramos de correr atrás das respostas e paramos de tentar explicar, então começamos a nos deixar levar e vê o que a vida nos reserva, o destino é um tolo, e todos nós fazemos parte do resultado dele.

É como quando tentamos tomar o sentimento, adestra-lo e direcioná-lo para o que julgamos ser o melhor, mas não é assim que acontece, ele simplesmente nos toma, nos pega e somos apenas o a soma dos sentimentos que tomam conta de nós, somos a confusão dos conflitos causados pelo nosso querer.

Precisamos nos permitir sentir... Não é a gente que toma o sentimento. É ele que nos toma, só precisamos aceitá-lo, e vivê-lo... Tudo acontece pelo querer do sentimento...

Karlinha Ferreira

17 de jul. de 2012

'... e se hoje fosse outro hoje?

Hoje Fernando Pessoa fala por mim...
'... e se hoje fosse outro hoje?

Mas o que eu não fui, o que eu não fiz, o que nem sequer sonhei;
O que só agora vejo que deveria ter feito,
O que só agora claramente vejo que deveria ter sido
Isso é que é morto para além de todos os Deuses,
Isso – e foi afinal o melhor de mim – é que nem os Deuses fazem viver...

Se em certa altura Tivesse voltado para a esquerda em vez de para a direita;
Se em certo momento Tivesse dito sim em vez de não, ou não em vez de sim;
Se em certa conversa Tivesse tido as frases que só agora, no meio-sono, elaboro
Se tudo isso tivesse sido assim, Seria outro hoje, e talvez o universo inteiro
Seria insensivelmente levado a ser outro também.

Mas não virei para o lado irreparavelmente perdido,
Não virei nem pensei em virar, e só agora o percebo;
Mas não disse não ou não disse sim, e só agora vejo o que não disse;
Mas as frases que faltou dizer nesse momento surgem-me todas,
Claras, inevitáveis, naturais
A conversa fechada concludentemente,
A matéria toda resolvida...
Mas só agora o que nunca foi, nem será para trás, me dói.

O que falhei deveras não tem esperança nenhuma
Em sistema metafísico nenhum.
Pode ser que para outro mundo eu possa levar o que sonhei.
Mas poderei eu levar para outro mundo o que me esqueci de sonhar?
Esses sim, os sonhos por haver, é que são o cadáver.
Enterro-o no meu coração para sempre, para todo o tempo, para todos os universos,
Nesta noite em que não durmo, e o sossego me cerca
Como uma verdade de que não partilho,
E lá fora o luar, como a esperança que não tenho, é invisível pra mim.

(Fernando Pessoa)




16 de mai. de 2012

Somos tão jovens...




Nunca fui capaz de controlar meus sentimentos, mantê-los lá dentro. Antes, isso estragava a minha vida, sempre fui uma vítima de mim mesma. Eu fazia coisas erradas, fugia, ficava maluca. Agora faço esse sentimento trabalhar para mim, através da música, ao invés de me destruir. (Janis Joplin)

Penso que é natural o jovem ter toda essa ânsia de viver, essa euforia contida dentro de si, que ás vezes se não for liberada sufoca e destrói mesmo.

Mas quando essa energia é canalizada para fazer algo que mexe com nossos instintos, que libere adrenalina, que tire nossos pés do chão. Ela (a energia) se torna o diferencial, e a maior força, acredito que uma das coisas que move o mundo, seja essa inquietação, que ás vezes, muitos denominam como insanidade, sabe essa vontade de ter tudo “pra ontem”, de se sentir bem, útil, de fazer o que se gosta e ser o melhor nisso. Sentir-se assim, não tem preço.
Há pessoas que por terem o espírito livre, são incompreendidas, são rejeitadas ou se escondem, como “uma tartaruga escondida em seu casco, bem protegida”, mas a verdade é que essas pessoas podem oferecer muito mais ao mundo sendo apenas elas. Sendo livres, com esse imediatismo, com essa força, com essa euforia e com essa crença acreditando incondicionalmente que tudo vai dar certo.
Acredito em sonhos, e acredito também que eles se realizam. E que uma vida de comodidade nem sempre é o sonho de todos, todos querem um porto, um lugar para voltar, mas também querem o mundo, querem trilhar sua rota e ver no que dar.

Querer não é errado, dar a liberdade que o espírito pede não é ruim. Temos apenas, assim como Joplin que canalizar essa força para o que temos de melhor, no caso ela canalizou para arte, através da música, no nosso podemos ser o que quisermos. Ás vezes, pecamos por deixar nosso coração de lado e simultaneamente nossos sonhos. Não quero pensar daqui a dez anos em como teria sido se eu tivesse vivido o meu sonho, quero daqui a dez anos olhar pra trás e me sentir realizada por ter mergulhado no que eu acreditava. Ser compreendido não é o mais importante quanto se trata de sonhos.

 “Nunca fui capaz de controlar meus sentimentos, mantê-los lá dentro”.
 (Janis Joplin)

Karlinha Ferreira

26 de abr. de 2012

Encontro


Por algum tempo me esqueci de como os detalhes me atraem...
De como é bom apreciar as coisas pelas quais me atraio, ouvir o que gosto, fazer coisas que talvez só eu ache interessante e o resto da humanidade não. Mas creio que o melhor da vida está aí, em sermos quem nós somos, sem subterfúgios.

O melhor nas coisas que nos apetece é que em algum lugar do mundo alguém está pensando igual a nós, e se você tiver a sorte de encontrar com esse alguém para um pouco de álcool e um papo agradavelmente “louco”, será um instante interessante, inesquecível e inebriante.

Gosto de gostar do que gosto...
Gosto do que faz meus olhos brilhar...

Gosto da força, da fragilidade, do antagônico, do simples, de conversas, de gente, de histórias, da chuva, do frio, música me enlouquece e me acalma, lugares vazios me faz imaginar vidas, prazeres e tristezas... Gosto inclusive da melancolia que nos abarca quando esquecemos quem somos, e também da alegria do encontro, da alegria de voltar a conversar com nós mesmos, essência!

Prazer! Felicidade! É importante que sintamos prazer, para que a vida valha a pena, não creio em quem prega que a vida é feita de martírio, creio que cada dia que surge é uma oportunidade a mais que nos é dada para que sejamos felizes do nosso jeito... Cada um sabe o que é preciso para sorrir verdadeiramente... Para alguns basta um nascer ou pôr-do-sol, não creio em felicidades que custem milhões, mas acredito em instantes que valham uma vida inteira.

Karlinha Ferreira