15 de nov de 2016

15-11-2016


É interessante como cada um de nós tem uma percepção do tempo peculiar.
Para aquela pessoa que está apaixonada, mas que o objeto do seu desejo não está na mesma frequência. Enquanto esta pessoa espera, o tempo passa de forma desordenada e acelerada, é segunda-feira, mas de repente já é mês que vem, e ela ainda continua pensando incessantemente no ser amado.
Já para a outra pessoa que está tentando uma nova conquista, é como se o tempo passasse em câmera lenta. Ela conversa, manda mensagem, corteja e não se apercebe do tempo que está passando, assim também o é para os enamorados.
As decepções às vezes nos acorrentam, fazem com que paremos no tempo, sempre revendo o mesmo filme da nossa vida. Inertes. Nos flagramos pensando no que poderia ter sido, mas não foi. Em certos casos somos acorrentados por nossos próprios erros, por nossa própria covardia. A nossa incapacidade de ter sido o melhor para quem amamos.
O que nos resta é tentar sincronizar o tempo para que o rancor, a raiva e a incompetência sigam seu fluxo normal.
Lidar com o que poderíamos ter sido dói. Mas enxergar o leque de oportunidades daquilo que ainda podemos ser, é libertador.


Kalinha Ferreira

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