3 de out de 2016

04-10-2016


Estou sinceramente assustada com o ano de 2016.
São tragédias de todos os tipos, muitos adeus sendo ditos precocemente, muitas pessoas que estão sofrendo, sendo invadidas e a única sensação que fica além da perda é a impotência. E a única pergunta que vem à mente é: quem será o próximo?
Já deu para perceber que não há uma ordem, que não há idade, apenas a partida. Apenas a dor. Sei que não estou sentindo tudo isso sozinha, mas há um turbilhão de pensamentos que nos invade.
Só almejo paz, sei que tudo tem um propósito, mas cabe a mim não entender, cabe a mim sentir raiva, dor, mágoa. E um dia talvez entender.
São vidas cheias de vida, são jovens, tão jovens. Deveríamos ter uma chance real. Hoje não consigo enxergar.
O que vejo são pessoas tentando estancar o sangramento (inclusive eu), para continuar lutando. Embora pareça que não tenhamos chance alguma.
Está doendo, está difícil. “Um dia por vez”, esse sempre foi meu lema e continua sendo. Sobrevivi por mais um dia.
Acredito que precisamos fazer o melhor que podemos, agora, não há tempo para ser bom amanhã, não há tempo para realizarmos nossos sonhos amanhã. Nosso momento é agora, é hoje. Façamos o que melhor sabemos fazer: viver!
Não ter o controle assusta, mas viver uma vida sem arrependimentos é o melhor, se preparar para perdoar amanhã, de nada vai adiantar se não pudermos chegar lá. Se for pra partir, que a partida seja leve, seja desvinculada de qualquer coisa que tire nossa paz.
Hoje mais do que nunca tudo em mim clama por vida. Uma vida bem vivida, uma vida com risco, paixão, intensidade, com amor e com compaixão. Uma vida onde eu escolho me dar uma segunda chance, de ser melhor agora. E de conquistar o mundo, porque ele é nosso!
Somos tão jovens!

Karlinha Ferreira

Um comentário:

  1. Ana Rosa Moraes04/10/2016 06:11

    Quem entende essa impotência diante da morte mata a arrogância! Só a paz e o amor seguem...

    ResponderExcluir