
Nossos desejos e vontades são bastante traiçoeiros. E garanto: não há nada mais traiçoeiro que os olhos.
Você olha para uma pessoa, ela chama sua atenção, você automaticamente passa a desejar. Quer seja de forma controlada, quer esse pensamento te atormente dia após dia como uma idéia fixa. Por mais que você tente correr na direção oposta parece que está andando em círculos e sempre acaba no mesmo lugar e com as mesmas dúvidas. Olhando para o safado!

Bom seria se tudo que os nossos olhos desejassem não nos trouxesse complicação, ou que fossemos tomados por um sentimento de repulsa por essas pessoas que trazem consigo um grande risco. Mas isso não acontece. Parece que o perigo, a adrenalina e a atração aumentam com o decorrer dos dias. Algo dentro da gente diz que esse tormento só vai parar quando de fato nos rendermos a essa vontade.
Há pessoas que parecem irresistíveis. Não conseguimos explicar, mas elas têm tudo que adoramos, falam o que gostamos, do jeito que gostamos... O jeito de olhar? (Nossa!) É, eles nos olham daquele jeito, com aquele sorriso, e se nos tocam, já era! A gente disfarça, mas o corpo amolece. (Rs...) Embora sejam os típicos cafajestes você parece tentada a arriscar. E há até quem arrisque (admiro pessoas assim).
Mas penso que o preço por matar uma curiosidade pode ser muito alto e que geralmente quando a libido se afasta e conseguimos dar um pouco de atenção ao superego, percebemos que simplesmente não vale a pena, que a vontade depois de um tempo passa, e que há desejos e vontades que devem ser mantidos em cofres para que sejam passíveis de serem sonhados sempre, mas sem atingir ninguém.
As coisas parecem piores a primeira vista, pensamos que não podemos perder a oportunidade de ao menos uma vez ficar com aquela pessoa que mexe tanto com a gente, que é um absurdo ser provocada de forma tão inquietante e não sair desse maldito estado de inércia. Mas acredite, se há mais gente em jogo e se pode trazer complicações o melhor é pensar em “cachoeira” (Rs... é, em água, em nada, e parar de pensar no sorriso do gato, rs...) e se afastar, ao menos por um tempo, ele será atraente durante muito tempo, mas não mexerá com seus alicerces com tanta intensidade se você manter distância.
Fazer o certo nem sempre é fácil. Mas é gratificante! Você se sentirá melhor, embora pense que não, que ele é gato demais pra ser dispensado. Rs...
P.S. Ser boazinha às vezes cansa! A vontade é de jogar a toalha e se permitir... Mas não o fazemos, culpa da índole! kkkkkkkkk

Karlinha Ferreira